quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Relacionamento só deve existir para seres pensantes.



Será que você está sempre pensando ou apenas agindo pelo costume de uma vida mecânica?

Falar de relacionamento nunca será tarefa fácil, conquanto não impede extrair as evidências lógicas presentes nas relações, que de fato estão refletidas em todas.
Em regra, pessoas se relacionam pelo afeto ou pelo sentimento que às vinculam, tal como o amor, o interesse de amizade, o respeito ou qualquer outro que induza prestígio intelectivo recíproco. Não seria de outra maneira observar que as relações se constituem sob os fundamentos da admiração ampla, pois, embora sejamos diferentes em personalidade, existem muitas coisas comuns entre os seres humanos, desde condições naturais até às patológicas.
Diante dessa análise, o primeiro relacionamento que devemos estabilizar, antes de tudo, é o relacionamento consigo mesmo, é o que Sócrates expressou com o ponderamento de si, o conhecer a si mesmo antes de conhecer qualquer outra pessoa, isso, porque, quando sabemos ou pensamos nossas falhas, refletimos nossas qualidades, tolerâncias e defeitos, passamos a aceitar ou não outra pessoa que possa a vir a nos relacionar, este que é diverso, dentro da própria situação do ser.
Ademais, quando somos seletivos não estamos sendo egoístas, de forma alguma, estamos respeitando o nosso próprio ego e nos prevenindo de futuros constrangimentos, transtornos ou decepções, e afirmando o não individualismo, estamos respeitando o outro, de tal forma que, enquanto estamos nos amando ao nos conhecer, estamos privando o outro dos futuros transtornos do que conhecemos de defeitos de si, e formando assim nossos entendimentos, pois, como disse Freud que "o caráter do homem é formado pelas pessoas que ESCOLHEU para CONVIVER".
Assim, pensar é ponderar sobre todas as coisas que devem merecer atenção e importância de refletir e criticar, da maneira mais ampla e minuciosa, os objetos da vida, assim, se errarmos, saberemos lidar com o fato do erro não merecer a nossa importância, mas sim nossos esforços para corrigi-lo, pois, parafraseando Mario Sergio Cortella, o erro não é feito para ser punido, mas sim corrigido, isso, acredito que no plano da simplicidade, e não podemos confundir com transgressão.

Portanto, a complexidade das relações é determinada pelo nosso grau de maturidade, quanto maior esta, menor aquela (complexidade), pois, seres pensantes sabem o que sentem, sabem identificar em si mesmo, ainda que não completamente, os sentimentos indeterminados, não sofrendo tantas confusões e sabendo entrar e sair de situações que não merecem viver, porque a vida é fugaz e merece ser importante, não banal. Viver comporta, entre tantos outros objetivos, ser feliz, por isso, devemos analisar, radicalmente, com quem e se quem vai ser conosco.
Filosofar é ato exclusivamente humano, por isso, seja humano!

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