quarta-feira, 5 de abril de 2017

População corrupta gera governos corruptos

Encontre a incoerência.

Vivemos em tempos caóticos, os quais a população levanta contra os governos séries de reclamações, críticas destrutivas, indignações e responsabilidades as quais solidariamente eles fazem parte. Com isso, não estou negando a corrupção e extermínio da ética nos governos, estou assumindo que como seres responsáveis com um futuro da humanidade, a população não está com legitimidade para atribuí somente ao governo os motivos da crise ética, política, social e humana existente, haja vista que a solidariedade do povo também é condição preexistente e essencial para o crescimento de um distrito, de uma cidade, um Estado ou uma nação.
Quantas vezes não já vimos a seguinte frase dita constantemente: “Eu tenho direito!”. Porém, na classe popular, apenas existe essa frase, mas e a que expressa “Eu tenho deveres”? O seu dever é ser alguém com razão de reclamar, pois votas, estudas, cumpres com tuas obrigações, não ages como ser corrupto ao furar uma fila, ao descumprir uma regra que tenha como finalidade a melhoria de algo, que geralmente é o bem comum. Além disso, observo simplesmente a vulgarização, não somente por parte dos governos, mas inclusive pela população, da educação como um todo, haja vista a maior parte das pessoas tratarem um professor como um profissional irrelevante, desrespeitar o conhecimento adquirido pelo próximo ou simplesmente viver de momentos, com suas máscaras adaptáveis. E o que isso tem a ver? Tudo! Vemos um constitucionalista renomado, excelente doutrinador na Presidência da República, porém os absurdos constitucionais estão ocorrendo.
            Somos animais, o que nos torna racionais e humanos é o nosso ato de pensar, não imaginar, não podemos confundir imaginação com pensamento, pensar vai muito mais além, é refletir, raciocinar, ter empatia, analisar ou ponderar nossas próprias condutas, é a expressão da atitude filosófica, é o “conhece-te a ti mesmo”. Tendo em vista isso, que possamos nos avaliar, possamos nos indagar sobre o que queremos para nós, o que somos para si, o que temos a oferecer para nossa futura geração, qual a cultura que vamos construir, sobre nossas atitudes e se tudo isso nos diferencia do que criticamos.

            Em suma, qual a sua função? Qual a sua importância? Qual a sua legitimidade para reclamar? Por que reclamas e não contribui para a melhoria que queres atingir com sua reclamação? Estou aqui conversando em primeira pessoa contigo, caro leitor! Quero te fazer uma última pergunta: O que não te tornas hipócrita? Sejas o bem que queres para o mundo! Eu agradeço, seus parentes agradecem, seu futuro agradece!

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