terça-feira, 5 de julho de 2016

Entendendo todos os Marxs !







Texto apresentado à disciplina Crítica a Economia Política


O objetivo do escrito se desenrolará numa perspectiva que trabalhará a história do Marx, falando do mesmo, como filósofo, sociólogo e economista. Tentar-se-á de modo simplista, mostrar como os argumentos do pensador foram cruciais para uma futura crítica a crítica a economia política, dentro da obra O Capital.
       Inspirando-se no materialismo antigo e a partir de uma crítica da economia política, a filosofia de Karl Marx pode bem ser caracterizada como uma filosofia materialista. O materialismo filosófico de Marx procura pensar o homem como o produto do conjunto de todas as suas relações sociais e históricas e, por isso, esta filosofia é também chamada de materialismo histórico. A esta forma de pensar a realidade material sócio histórica é preciso acrescentar sua dinamicidade, seus antagonismos, as relações de oposição e contradição que caracterizam o movimento da História. Isto é o que se convenciona chamar de materialismo dialético. Por isso a doutrina marxista é conhecida como materialismo histórico dialético: constitui a aplicação da dialética aos fatos históricos.
       Em Marx a dialética é um método que permite analisar as relações contraditórias entre as forças sociais em um período histórico dado, permitindo, igualmente, deduzir o movimento da própria História. Para estudar uma realidade objetiva determinada deve-se analisar os aspectos e elementos contraditórios desta realidade e em seu movimento e é neste sentindo que a dialética marxista apenas retoma e amplia a dialética hegeliana.

       Na teoria marxista, o materialismo histórico dialético pretende a explicação da história das sociedades humanas, em todas as épocas, através dos fatos materiais, essencialmente econômicos e técnicos. A dialética hegeliana continha uma série de elementos imprescindíveis para a análise dos pressupostos econômicos empreendidos por Marx. Contudo Marx irá reformular radicalmente a concepção dialética hegeliana como foi explanado mais acima acentuando as condições históricas em que homens e mulheres criam e recriam as suas próprias condições de existência. E é nesse terreno que a economia aparece como um fator essencial de explicação da densa malha de relações existentes entre a política, o Estado e a vida social.

      De acordo a doutrina marxista a sociedade é comparada a um edifício no qual as fundações, a infraestrutura, seriam representadas pelas forças econômicas, a base econômica, pela qual os homens produzem os bens necessários à vida; enquanto o edifício em si, a superestrutura, representaria as ideias, costumes, instituições (políticas, religiosas, jurídicas, etc), sendo que esta é determinada pela primeira: a infraestrutura determina a superestrutura, ou seja, as manifestações da superestrutura (política, moral e direito) passam a ser determinadas pelas alterações da infraestrutura decorrentes da passagem de diferentes sistemas econômicos. A infraestrutura econômica é a base sobre a qual se constrói toda a superestrutura jurídica, política, moral, intelectual, ideológica. Por isso Marx vai dizer que não é a consciência que determina o ser social, mas é a realidade social que determina aquela.
Desse modo, para Marx a base da sociedade são as relações de produção econômica dominada pela ideologia da classe dominante que almeja se perpetuar nessa condição. Por isso faz-se necessário a união e organização da classe trabalhadora em prol de um objetivo comum: o fim da exploração e do capitalismo. Eis como a obra o Manifesto do Partido Comunista termina: “PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!”. Marx almeja a mudança das condições sociais da classe trabalhadora e, se esta mudança não fosse possível de ocorrer de forma gradual, deveria acontecer por meio da revolução do proletariado.



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