sábado, 10 de outubro de 2015

As músicas desprovidas de valores são narcóticos racionais.

Em todos os meus escritos sempre dou uma breve introdução, pois não pretendo ser mal interpretado e depois acabarem vindo me metralhar sem o verdadeiro conhecimento do que quis repassar. Me considero um humanista ou realista, não sei bem ao certo como me defino, nunca me ponho como possuidor da verdade absoluta, me ponho como alguém que visa a permanência da raça humana racional, sou defensor disso, mesmo ainda engatinhando no espaço da razão. Assim faço minhas considerações iniciais. O pensamento cético e crítico é, e sempre foi, o que elevou ou regrediu o nosso espaço social. Muitos homens que encontraram-se com a luz do saber e do fim humano deixaram suas contribuições, que por muitas vezes, são tidas como algo desprezível ou utópico, por ser essas radicais, do latim radicalis, como base e raízes, algo fundamental para as relações humanas e para o raciocínio promissor. Mas devemos relevá-las, dá-las a devida necessidade e inerência que o homem deve possuir como um ser social.
A capa deste blog possui a seguinte frase dita por Aristóteles: "A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima de sua condição". É linda e verdadeira essa frase, a música da qual ele cita, essa que nos transmite algo além da compreensão do senso comum, quem faz e sabe escutá-la, quem realmente a conhece ratifica a elevação da condição da alma, que consequentemente tem o poder de mudar o homem, quando bem feita, quando bem racionalizada e mais belo quanto a interdisciplina. Queria muito que tudo isso fosse real no nosso plano atual, que a música fosse realmente a beleza que nos eleva como seres humanos, infelizmente devo afirmar que isso é pouco reconhecido. Sempre existiram músicas que não coubesse nesse contexto, para mim, neste momento é prescindível o conceito de música, mas sim o que essa pode influenciar no nosso corpo social. Para ser mais objetivo tratarei do conteúdo desprovido de qualquer valor, que tanto os homens falam, mas não sabem o seu significado, neste momento, faz jus defini-lo. Os valores é a substancia essencial para o meio social, é a moral em conjunto com a ética que permitem a convivência saudável em sociedade.  Dito isso, iniciaremos o desconforto do senso comum.
Assim como as drogas lícitas que causam o prazer momentâneo e artificial nos homens, algumas músicas também o fazem, isso é imperceptível e ignorado pelo sujeito que utiliza dessa droga, pois os conteúdos destas são mascarados por ritmos que causam uma anestesia nos seres que a consomem, assim como narcóticos, é uma patologia, muitas vezes hereditária e endêmica. Se caso fosse algo que o sujeito a usasse e fizesse mal só a si, mesmo não querendo ver o mau do próximo, eu o aceitaria, por puro respeito. Porém, não é o caso, pois as consequências dessas drogas são inter-homens, são, no mínimo destruidoras e silenciosas do meio social. As letras das "músicas" desprovidas de valores e banalizadas, que tornam um instrumento tão poderoso que é esta, penetrar de forma indevida a mente e por fim as condutas humanas. Não trato isso como pré-conceito, mas sim, como uma análise que desconforta o senso comum, argumentarei em seguida, todos buscam a paz, todos buscam o seu crescimento individual, mas poucos sabem que as forças exteriores afetam diretamente nesses desejos, muitas vezes, as condutas dos sujeitos que procuram a paz e bem-estar são desconexas com o que almejam, é óbvio, é muito fácil falar. Voltando aos aspectos das músicas narcóticas, refiro-me àquelas que além de destruírem a imagem feminina, destroem também os mais fortes sentimentos que devíamos preservar, tais como o amor, o gostar, os afetos, os laços, os vínculos e qualidades como as virtudes que sanaria muito os nossos problemas. Como supracitei o efeito dessas drogas são silenciosas e aos poucos vão cumulando, fomentando mais ainda os fatos sociais. A pedofilia, o infanticídio, o feminicídio, o tráfico, os diversos delitos sociais são reforçados e apoiados por esse tipo de música, que para muitos são produtos e objetos de diversão, mas como disse é uma droga, e esta confunde e vicia. As apologias são implícitas, bem compreende quem é elevado educadamente, surgem do sofrimento, assim como qualquer droga. Por conseguinte, refutarei aqui quem diz que questão de gosto não se discute, como assim? Então, se fosse questão de gosto não teríamos mais Matemática, História, Português e outras disciplinas essenciais, pois o gosto dos "alunos" são bem expressado em pesquisas. Continuo, o nosso ar está cheio de bactérias, o nosso meio deve saber remediar, pois nem tudo que é prazeroso convém, haja vista que nem tudo que é bom para os sentidos faz bem. Minha crítica é para todas essas músicas que destroem os valores e põe em risco o esperado fim por si mesmo, é mais que uma questão de racionalidade calculadora, é a liberdade limitada reciprocamente, pois assim se terá a liberdade relativa completa, esta individual. Em suma, reitero a importância do ensino da música nas escolas, principalmente a interdisciplina, pois oxigena a educação do individuo, não sendo apenas números ou textos e fórmulas decoradas que nada contribui para o profissionalismo e ética futura do homem, ou até mesmo, para o bem-estar social. Creio que, os direitos naturais do homem, e a convivência harmoniosa é feita de condutas e limites no outro, pois a minha liberdade influi diretamente na do outro. Quer se drogar? Use fone de ouvido!
P.S: As críticas sempre são aceitas, mas critique com raciocínio e respeito.

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